A capital paraense tornou-se referência mundial no combate à dengue após registrar uma queda de 70,4% nos casos da doença. O êxito da estratégia adotada em Belém foi destacado pelo empresário Bill Gates ao compartilhar uma reportagem internacional que detalha as ações de contenção do mosquito Aedes aegypti na cidade.
Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), da Prefeitura de Belém, mostram que os registros de dengue recuaram de 2.997 em 2024 para 886 em 2025. O declínio também foi observado nos casos com sinais de alarme, que caíram 74,8%, passando de 230 para 58 ocorrências. Os casos graves apresentaram redução de 20 para seis registros no mesmo período.
A estratégia de combate envolve o uso de Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), tecnologia que já conta com mais de 5 mil unidades instaladas em bairros prioritários, como Guamá, Souza, Marco e Pedreira. A prefeitura estabeleceu a meta de expandir o número de estações para 8 mil até o fim de 2026.
A eficácia do modelo de vigilância epidemiológica e mobilização comunitária chamou a atenção de veículos estrangeiros, que apontam que as lições de Belém podem ser aplicadas em cidades dos Estados Unidos. O risco crescente de transmissão da doença no hemisfério norte coloca o método paraense como um exemplo de reação a surtos.
A repercussão internacional foi amplificada pelo compartilhamento de Bill Gates em sua página no LinkedIn. O movimento colocou a capital do Pará no centro das discussões globais sobre saúde pública, especialmente em um momento de debate sobre a expansão do mosquito transmissor em diferentes regiões do mundo.

