O preço do Bitcoin registrou queda após a divulgação de dados de inflação mais baixos em julho, que indicavam um possível arrefecimento da política monetária. Apesar do cenário favorável para o ativo, o valor despencou de um pico intradiário de US$ 65.234 para US$ 63.304, enquanto índices de mercado como Nasdaq e S&P 500 subiam.
O ativo digital vale cerca de US$ 1,28 trilhão, representando aproximadamente metade do valor atingido em outubro do ano passado, quando chegou a US$ 126.000. Desde o início de janeiro, o Bitcoin caiu 34% em seis meses, fechando junho em US$ 58.566, seu ponto mais baixo em 21 meses. A pressão de vendas, vinda de mineradoras e fundos, contrasta com a demanda de ETFs.
As mineradoras estão vendendo ativos digitais porque o aluguel de poder computacional para empresas de inteligência artificial rende mais do que a mineração tradicional. A empresa Strategy, por exemplo, vendeu 1.690 BTC entre três e nove de agosto, com preço médio de US$ 64.262. Paralelamente, fundos de ETFs registraram US$ 4,5 bilhões em saídas líquidas ao longo de 2026.
Apesar da queda, carteiras que detêm mais de mil BTC atingiram um pico em 8 de agosto, totalizando 3,06 milhões de bitcoin, avaliados em cerca de US$ 196 bilhões. Analistas apontam que a falta de reação do mercado a boas notícias sugere pouca demanda por parte dos compradores.

