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BNDES define consórcio para modelagem de negócios do Programa Pró-Urânio

Carla Fernandes
Última atualização: 31 de agosto de 2026 18:38
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) homologou, na sexta-feira (28), o consórcio de empresas responsável por desenhar os modelos de negócios do Programa Pró-Urânio. A iniciativa é conduzida em parceria com a Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar).

O consórcio vencedor, denominado VGLHH, é liderado pela Vallya Advisors Assessoria Financeira e conta com a GE21 Consultoria Mineral, Lefosse Advogados, Harpia Consultoria Ambiental e de Gerenciamento de Projetos e Harpia Group AG. O grupo tem até o segundo trimestre de 2027 para apresentar as propostas de cenários e alternativas de modelagem.

A licitação contou com cinco consórcios avaliados por preço e capacidade técnica. O contrato terá vigência de três anos, com início previsto para setembro. Os estudos abrangerão geologia, aspectos jurídicos, regulatórios, socioambientais e modelagem econômico-financeira, além de análises de mercado e impacto social.

O presidente da INB, Tomás Albuquerque, afirmou em nota nesta segunda-feira (31) que a intenção é estruturar um formato que equilibre o risco do investidor e o papel estratégico da estatal. Como a pesquisa e a lavra de minérios nucleares são monopólio da União, a INB deve autorizar e supervisionar os projetos.

Albuquerque explicou que quem investe em pesquisa mineral assume risco elevado e precisa de segurança para avançar ao desenvolvimento de jazidas economicamente viáveis. A modelagem deve criar condições atrativas para que novos investimentos ocorram na produção nacional de urânio.

Lançado em 2024, o Pró-Urânio visa elevar a produção interna, estimular a lavra de novas jazidas e garantir o suprimento de combustível para as usinas de Angra 1 e Angra 2. O objetivo é reduzir a dependência externa no ciclo do combustível nuclear e viabilizar exportações.

As parcerias da INB preveem áreas em cinco províncias minerais: Amorinópolis (GO), Espinharas (PB), Figueiras (PR), Rio Preto (GO e TO) e Lagoa Real, em Caetité (BA). Após a conclusão dos estudos, a INB e a ENBPar escolherão o modelo adequado para interagir com investidores.

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