O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, apresentou um plano econômico que prioriza o ajuste fiscal. A proposta combina contenção de gastos públicos, estabilização da dívida e abertura para redução de impostos.
O desenho do governo prevê a troca do arcabouço fiscal vigente por uma regra mais estrita. O modelo proposto vincula o crescimento das despesas à trajetória da dívida pública, fazendo com que gastos federais cresçam abaixo das receitas. A diferença entre os dois indicadores seria ampliada quando o endividamento estivesse em níveis mais altos.
O objetivo declarado é estabilizar a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB) o mais rápido possível, buscando superávits primários e restringindo o crédito subsidiado pelo Tesouro. A campanha associa a melhoria das contas públicas a uma redução estrutural de juros e inflação.
A redução de impostos, segundo o plano, depende de cortes permanentes de despesas. A equipe econômica sugere reduzir a estrutura estatal e revisar gastos considerados ineficientes. Contudo, grande parte do orçamento federal é composta por despesas obrigatórias, como aposentadorias e benefícios sociais.
A proposta também estende o controle fiscal para despesas discricionárias dos três Poderes, não apenas do Executivo. O mecanismo visa criar previsibilidade para atrair investimentos, mas o programa não detalha o volume do ajuste nem o prazo para atingir os superávits.


