O Brasil notificou os Estados Unidos sobre o início de um processo de reciprocidade. A ação ocorre em resposta ao tarifaço imposto aos produtos brasileiros, configurando mais um capítulo de tensão na relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.
O processo de reciprocidade surge após uma série de medidas americanas. Em julho do ano passado, Trump decretou tarifa de 50% sobre exportações brasileiras. A justificativa citada foi uma suposta perseguição na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por participação na tentativa de golpe de 2023. Lula reagiu à medida de forma contundente.
A relação entre os líderes oscilou ao longo de um ano e meio. Houve um encontro de 39 segundos nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, que levou a telefonemas e a um encontro na Malásia. Naquele momento, o americano retirou produtos do tarifaço e excluiu o ministro Alexandre de Moraes das sanções da Lei Magnitsky.
Posteriormente, a tensão voltou a crescer. Em junho deste ano, Trump indicou Daniel Pérez para ser embaixador no Brasil, mas o anúncio ocorreu antes do envio do documento sigiloso de consulta. Em retaliação, os EUA alteraram o status do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti.
Além disso, os EUA propuseram taxação de 25% sobre produtos brasileiros em junho, após investigação comercial baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana. Também foi anunciada apuração sobre suposto trabalho forçado, com sugestão de tarifa de 12,5% sobre 60 países, incluindo o Brasil.


