O Broad Institute, organização de pesquisa independente nos Estados Unidos, informou nesta terça-feira (25) que tentará ajudar o piloto e influenciador Lito Sousa, 59 anos, a acessar tratamento experimental para a doença de Creutzfeldt-Jakob. A decisão ocorreu após a esposa do piloto, Mila Seidl, relatar a dificuldade de ingresso em estudos clínicos.
O instituto afirmou em publicação no Instagram que entrou em contato com a família para avaliar as opções disponíveis. A organização mencionou que dezenas de milhares de pessoas manifestaram apoio ao piloto, mas ressaltou que as doenças priônicas são raras, devastadoras e ainda não possuem tratamentos eficazes.
O Ministério da Saúde e o Itamaraty também atuam no caso. O governo brasileiro confirmou contato com as embaixadas do Brasil nos Estados Unidos, França e Alemanha para viabilizar a inclusão de Sousa nas pesquisas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que o piloto foi incluído na lista de triagem de um estudo clínico em Harvard, mas a seleção depende do cronograma do protocolo e da Food and Drug Administration (FDA).
Anteriormente, Mila Seidl relatou que o Broad Institute poderia realizar uma entrevista inicial para o estudo Prism, mas a participação seria no grupo de controle, que não recebe a medicação experimental. No domingo (23), o próprio piloto fez um apelo em inglês nas redes sociais por acesso a tratamentos.
A família também busca a inclusão de Sousa em um estudo da Ionis Pharmaceuticals sobre o medicamento ION717. A farmacêutica informou que o estudo estava fechado para novos participantes e que não poderia autorizar o uso compassivo do fármaco no momento, alegando seguir protocolos médicos e regulatórios.
Lito Sousa recebeu o diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob na última sexta-feira (21). A condição é causada por príons, provoca deterioração neurológica rápida e não possui tratamento capaz de interromper a evolução da enfermidade.

