O ministro Bruno Dantas oficializa nesta segunda-feira (31) sua saída do Tribunal de Contas da União (TCU). A decisão abre caminho para que o Senado Federal acelere a indicação do ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), para a vaga, com a intenção de concluir a escolha ainda nesta semana.
A movimentação coincide com o esforço concentrado do Congresso, período em que os senadores estão em Brasília e há quórum para votações. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), trabalha há meses para levar o antecessor ao tribunal. Aliados de Alcolumbre informaram que ele aguarda a comunicação formal da saída de Dantas para deliberar sobre a sucessão.
Interlocutores de Pacheco afirmam que o senador não conduz uma campanha pela cadeira, mas não se opõe à indicação. A escolha é vista por integrantes da Casa como um interesse dos próprios líderes do Senado. No TCU, a avaliação é que a experiência institucional do ex-presidente facilitaria a transição aberta pela saída antecipada de Dantas.
Dantas integra o TCU desde 2014 e presidiu a Corte entre 2023 e 2024. Aos 48 anos, ele poderia permanecer no órgão por mais de duas décadas até a aposentadoria compulsória, mas decidiu sair para seguir projetos na iniciativa privada. Procurados, Dantas, Pacheco e Alcolumbre não se manifestaram.
A articulação para a indicação de Pacheco começou em maio e ganhou apoio de integrantes do MDB, partido que indicou Dantas, além de membros do União Brasil e PSD. A medida é vista como forma de pacificar o ambiente político da Casa. A opção surge como alternativa após Pacheco ter sido preterido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), onde foi escolhido Jorge Messias.
O cenário foi destravado após Pacheco encerrar especulações sobre uma candidatura ao governo de Minas Gerais e anunciar que deixará a vida pública ao término de seu mandato. Com a decisão, Lula escolheu o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) para disputar o governo do estado, liberando o caminho para a indicação de Pacheco ao TCU.

