O ministro Bruno Dantas oficializou a renúncia ao Tribunal de Contas da União (TCU) nesta segunda-feira (31). O pedido, apresentado em caráter irretratável, passa a ter efeitos a partir de 9 de setembro, abrindo vaga na cota de indicações do Senado para a sucessão no órgão.
O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) é o favorito para ocupar a cadeira, em articulação conduzida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A vaga pode ser comunicada ainda nesta segunda pelo presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho. A escolha do Senado deve ser referendada pela Câmara dos Deputados.
Pacheco pode chegar ao cargo sem passar por sabatina em comissão, caso o Congresso opte por levar a indicação diretamente ao plenário em regime de urgência. A Constituição Federal exige a arguição pública apenas para candidatos indicados pela Presidência da República.
A movimentação ocorre após tentativas frustradas de levar o senador ao Supremo Tribunal Federal (STF) e especulações sobre sua candidatura ao governo de Minas Gerais. Alcolumbre tentou emplacar o nome de Pacheco na vaga de Luís Roberto Barroso, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou Jorge Messias.
Dantas, que ingressou no TCU em 2014 e presidiu a Corte entre 2022 e 2025, afirmou que a decisão foi amadurecida nos últimos meses. O ministro de 48 anos declarou ter a convicção de que a rotatividade em cargos públicos é uma virtude e que as instituições se fortalecem quando seus quadros sabem partir.
O ex-ministro pretende migrar para a iniciativa privada e atuar em projetos de interesse nacional e na vida acadêmica. Por lei, Dantas deverá cumprir quarentena de três anos para advogar perante o TCU, mas está livre para atuar em cortes superiores e outros tribunais.

