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Cabo da PM e mulher trans vão para delegacia no Guarujá

Carla Fernandes
Última atualização: 27 de agosto de 2026 14:20
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

Um cabo da Polícia Militar do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária e uma mulher trans foram encaminhados ao 2º Distrito Policial de Guarujá, no litoral de São Paulo, na sexta-feira (21), após uma confusão durante um programa sexual. Ambos foram liberados pelo delegado de plantão após prestarem depoimentos.

Segundo registros da ocorrência, a mulher teria sido contratada pelo policial. Ela relatou que, após a prática sexual, o cliente solicitou a continuidade do serviço, mas se recusou a pagar por um novo programa. De acordo com a versão da mulher, o homem ficou alterado e tentou agredi-la com uma garrafa.

A mulher afirmou ainda que o policial utilizou entorpecentes durante o encontro e apresentava comportamento agressivo. Durante a discussão, ela conseguiu empurrar o militar para fora da residência e acionou a polícia. Ao notar a chegada da viatura, o homem tentou fugir, mas foi contido pelos colegas.

A equipe que atendeu a ocorrência informou que o militar estava extremamente agitado e se recusou, inicialmente, a informar sua identidade. Após a identificação, constatou-se que ele é integrante da ativa do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária. Os dois foram levados ao Pronto-Socorro São João, onde a avaliação médica não constatou lesões corporais.

Na delegacia, o delegado ouviu as partes e decidiu liberar os envolvidos, sem a lavratura de boletim de ocorrência na esfera civil. O policial, que mantinha elevado grau de agitação mesmo após a saída da unidade policial, precisou ser conduzido novamente ao Pronto-Socorro São João para ser medicado.

O comando do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária foi informado sobre a ocorrência. A unidade acompanha o caso no âmbito administrativo interno da corporação. As acusações de consumo de entorpecentes e tentativa de agressão constam apenas no relato da mulher e são tratadas como alegações.

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