Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência, criticou a proposta de emenda à Constituição que visa o fim da escala de trabalho 6×1. O ex-governador de Goiás classificou a discussão como eleitoreira, mas evitou declarar se apoia ou se opõe à medida.
Em evento da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Caiado afirmou que a pauta não é de sua responsabilidade. Segundo o presidenciável, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ganhou força no Congresso em um contexto eleitoral. Ele pediu cautela na análise, citando os possíveis impactos para empresas e trabalhadores.
A PEC, que trata da redução da jornada e ampliação do descanso semanal, avançou no Senado após determinação do presidente da Casa. O texto ainda deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir ao plenário. A escala 6×1 estabelece seis dias de trabalho seguidos por um dia de descanso.
O candidato também comentou a PEC da Segurança Pública, declarando apoio à proposta do governo federal para aumentar a participação da União na coordenação das políticas de segurança. Esse posicionamento contrastou com a cautela demonstrada sobre a jornada de trabalho.
A discussão sobre a jornada tem gerado debate, com parlamentares defendendo a melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores. Os críticos alertam, contudo, para os riscos de impacto na produtividade e nos custos empresariais. Caiado manteve distância de uma posição explícita sobre o tema.


