Ronaldo Caiado defendeu nesta terça-feira, em São Paulo, a mudança na organização das filas do Sistema Único de Saúde (SUS). O candidato à Presidência da República propôs que a gravidade do quadro clínico determine a prioridade de atendimento, em vez de considerar somente o momento de entrada na lista.
O plano de governo, coordenado pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, integra medidas de prevenção, digitalização e uso de inteligência artificial. Caiado afirmou que o modelo atual não identifica quem corre maior risco enquanto aguarda atendimento, dizendo que “hoje, a fila não olha para quem está pior”.
A proposta prevê a criação de filas específicas para certas condições, como câncer, e o uso de protocolos especializados para casos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Para operacionalizar isso, a campanha defende um prontuário eletrônico nacional que acompanhe o paciente desde a atenção básica até hospitais de maior complexidade.
Além da organização de filas, o plano foca na prevenção de doenças avançadas. O candidato argumentou que o sistema opera de forma reativa, recebendo pacientes com a doença instalada. A estratégia é fortalecer a atenção básica para diagnóstico precoce, complementando o cuidado com telemedicina em municípios sem especialistas.
Outros pontos incluem a ampliação da regionalização para reduzir mortes evitáveis, o foco no envelhecimento da população, que soma cerca de 32 milhões de brasileiros com mais de sessenta anos, e a recuperação das coberturas vacinais contra a desinformação.


