A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, foca em atrair o voto de jovens, que representam mais de trinta por cento do eleitorado. O objetivo é evitar a imagem de fadiga política do chefe do Executivo e conter o crescimento de adversários no segmento.
O presidente, que disputará o cargo pela sétima vez aos oitenta anos, adota uma nova linguagem nas redes sociais. Publicações em plataformas como o TikTok o apresentam como contemporâneo, usando gírias e fazendo gestos populares, como o coração com os dedos, influenciado pelo K-pop.
A estratégia também envolve aparições informais, como corridas e treinos na academia do Palácio da Alvorada. Um jingle em paródia busca contar a trajetória do presidente com apelo jovem, reforçando características antissistema ao mostrar momentos de liderança em greves no ABC paulista.
A campanha petista teme o crescimento de Renan Santos, candidato do Missão, que figura em terceiro lugar entre os mais jovens, com dez por cento das intenções de voto, segundo pesquisa da Quaest. A vereadora Luna Zarattini, de trinta e dois anos, disse que a juventude está em disputa, sem se identificar totalmente com bolsonarismo ou lulismo.
Membros do governo admitem que há poucas realizações visíveis para o público jovem de classe média. Por isso, a campanha deve incluir mais o discurso sobre educação, empregabilidade e custo de vida, temas que preocupam essa faixa etária.


