Gilberto Gonçalves, ex-prefeito de Rio Largo e candidato a deputado federal pelo MDB, declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 0 para as eleições de 2026. É a quarta vez que o político apresenta bens zerados em disputas, abrangendo os anos de 2012, 2016 e 2020.
A declaração de bens é feita pelo candidato no processo de registro de candidatura e segue os dados submetidos à Justiça Eleitoral. O pedido de registro de Gonçalves para este ano ainda aguarda confirmação. O histórico do ex-prefeito inclui pelo menos três prisões decorrentes de investigações federais.
Em agosto de 2022, durante o mandato em Rio Largo, Gonçalves foi preso preventivamente pela Polícia Federal. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Beco da Pecúnia, que investigava desvios de recursos federais destinados à saúde e educação. A investigação apontava irregularidades em contratos municipais e movimentações de valores entre 2019 e 2022, com desvios estimados em cerca de R$ 12 milhões.
Posteriormente, o ministro Rogério Schietti Cruz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu habeas corpus, anulando os atos da investigação da Polícia Federal. Antes disso, em 2007, o político esteve envolvido na Operação Taturana, que apurou desvio de recursos da folha de pagamento da Assembleia Legislativa de Alagoas.
Em dezembro de 2009, a Justiça Federal em Alagoas decretou sua prisão por ter sido considerado foragido. Naquela época, Gonçalves foi condenado a três anos de inelegibilidade pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) após ser gravado pela Polícia Federal solicitando dinheiro de corrupção.

