Os carros elétricos e híbridos, especialmente os de marcas chinesas, ganham destaque no mercado brasileiro. A China se estabeleceu como centro de custos competitivos na fabricação automotiva, impulsionando a queda de preços de modelos como BYD e Geely no país.
Dados da Fenabrave mostram que, em 2026, até julho, foram emplacados 116.235 automóveis elétricos no Brasil, um volume três vezes superior aos 37.509 registrados no mesmo período de 2025. Segundo a Agência Internacional de Energia, o prêmio de preço para elétricos a bateria caiu quase pela metade no país em 2025, chegando a pouco menos de 15%.
A competitividade chinesa advém de fatores estruturais. A escala de produção das grandes fábricas asiáticas, que podem superar 1 milhão de veículos anuais, reduz custos fixos. Além disso, subsídios estatais e custos laborais mais baixos contribuem para a redução de preços. A IEA afirma que a eficiência de fabrico representa mais de 40% da diferença de custo de baterias entre a China e a Europa.
A vantagem no setor de baterias é crucial. Empresas chinesas dominam a produção global de componentes, utilizando baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), que evitam materiais mais caros. A manutenção dessa acessibilidade dependerá da produção local replicar a competitividade dos modelos importados, segundo a agência de energia.


