O volume de leite humano coletado no Estado do Rio de Janeiro aumentou pouco mais de 10% no primeiro semestre de 2026, segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O aumento, que somou 470 litros a mais que no ano anterior, ocorreu mesmo com redução no número de doadoras cadastradas.
A especialista da Fiocruz explicou que a quantidade arrecadada não depende exclusivamente do número de doadoras. Ela afirmou que a produção de leite varia individualmente e depende de fatores psicológicos, fisiológicos e estímulos externos, como a frequência com que a mulher oferece o seio.
Apesar do avanço, a oferta atual ainda não atende à demanda real das maternidades fluminenses. Para suprir todos os recém-nascidos internados, seria preciso elevar a coleta em no mínimo 20%. O estado possui 18 Bancos de Leite Humano.
A Fiocruz alertou para a urgência de descentralizar o serviço e criar novas unidades em regiões que possuem UTI neonatal, mas não contam com o suporte, como Baía da Ilha Grande e Região Norte Fluminense.

