A Coreia do Norte rejeitou a proposta de abertura feita pelo presidente Donald Trump. A irmã do líder do regime, Kim Yo-jong, comunicou que os Estados Unidos não alteraram sua postura hostil em relação à ditadura comunista. Trump, por sua vez, disse que se reunirá com Kim Jong-un.
Kim Yo-jong afirmou que, embora existam boas lembranças pessoais do presidente dos EUA, as relações entre os países não podem ser confundidas com laços individuais. Ela apontou que a política hostil dos EUA permanece inalterada, acrescentando que os EUA realizam exercícios militares com a Coreia do Sul.
Trump reduziu pela metade os exercícios militares que começaram no dia 17 de agosto, diminuindo a duração de onze para cinco dias. A irmã de Kim disse não ter informações sobre contatos do líder com o presidente americano, apesar do que Trump havia dito no início da semana.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, manifestou pesar pela decisão de Trump, alegando que ela fortalece a política de independência do comando militar da península em caso de guerra. Analistas temem que o movimento leve Seul a buscar seu próprio programa nuclear.
A China acompanha a situação de perto, com seu chanceler, Wang Yi, em Seul para conversas que podem resultar em uma cúpula entre Lee e o líder Xi Jinping. Pyongyang, que rejeitou propostas de normalização, opera cerca de 60 ogivas atômicas.


