A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) instaurou um processo administrativo contra Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil, e o vice-presidente de Relações com Investidores, Marco Geovanne Tobias. A ação decorre de declarações consideradas excessivamente otimistas feitas durante a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2025.
A alegação da CVM baseia-se na violação do artigo 15 da Resolução 80. Este artigo exige que companhias abertas forneçam informações verdadeiras, completas e consistentes, sem induzir investidores a erro. Em 2025, Medeiros afirmou que quem possuía ações do BB deveria manter, e quem não tinha, deveria comprar.
O Banco do Brasil respondeu aos questionamentos da CVM argumentando que as falas devem ser analisadas no contexto integral da apresentação de resultados, e não isoladamente. A instituição declarou que não teve a intenção de influenciar decisões de investimento, pois as declarações se basearam em informações já divulgadas ao mercado.
Tarciana Medeiros deve ser notificada nos próximos dias. O caso será julgado pelo colegiado da CVM, dado o caráter formal da acusação. Se houver condenação, os executivos podem sofrer as penalidades previstas na legislação vigente.


