A tendência das dark kitchens, ou cozinhas invisíveis, ganha espaço no Rio de Janeiro. O modelo opera exclusivamente para delivery ou retirada, sem salão, atraindo tanto pequenos quanto grandes negócios pela redução de custos operacionais.
O conceito, que surgiu por volta dos anos 2010, foi impulsionado pelo aumento de aluguéis em grandes cidades e pelo crescimento das plataformas de entrega por aplicativos. Segundo chefs atuantes na área, a ausência de salão elimina gastos com decoração, louças e treinamento de atendimento.
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) aponta que setenta e oito por cento dos estabelecimentos no país usam plataformas de entrega. No Rio, o Grupo Burguês, por exemplo, focou no delivery antes mesmo da pandemia, mantendo um portfólio diversificado.
Os dados do Índice de Desempenho Foodservice (IDF), do Instituto Foodservice Brasil (IFB), de maio de 2026, mostram que o delivery respondeu por 26,6% do faturamento das empresas participantes, com crescimento de 34% nas vendas em comparação com maio de 2025.
Enquanto alguns profissionais, como o chef Thomas Troisgros, defendem o ambiente do restaurante aberto, outros, como Frédéric de Maeyer, utilizam o modelo invisível para levar produtos de alta gastronomia, como molhos artesanais, a mais pessoas.


