A dívida bruta do governo geral (DBGG) atingiu R$ 10,9 trilhões em julho, o que equivale a 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (31). O indicador registrou alta de 0,6 ponto percentual em comparação a junho.
No acumulado de 2026, o endividamento apresenta crescimento de 3,9 pontos percentuais. O Banco Central informou que a evolução em julho foi impulsionada pelos juros nominais apropriados, que somaram 0,8 ponto percentual, e pelas emissões líquidas de dívida, com impacto de 0,2 ponto percentual. O crescimento do PIB nominal reduziu a alta em 0,5 ponto percentual.
No total do ano, os juros nominais elevaram a dívida bruta em 5,7 pontos percentuais, enquanto as emissões líquidas contribuíram com 1,5 ponto. O PIB nominal reduziu o indicador em 3,1 pontos percentuais no mesmo período.
O setor público consolidado teve superávit primário de R$ 1,4 bilhão em julho, revertendo o déficit de R$ 66,6 bilhões registrado em julho de 2025. O governo central registrou superávit de R$ 11 bilhões, enquanto governos regionais e empresas estatais fecharam o mês com déficits de R$ 8,5 bilhões e R$ 1,1 bilhão, respectivamente.
Nos 12 meses encerrados em julho, o setor público acumulou déficit primário de R$ 89,3 bilhões, ou 0,67% do PIB. O resultado representa uma melhora de 0,52 ponto percentual em relação ao acumulado até junho.
Os juros nominais totalizaram R$ 99 bilhões em julho. No período de um ano, a soma chegou a R$ 1,15 trilhão, equivalente a 8,67% do PIB. Somados aos juros, o déficit nominal atingiu R$ 1,24 trilhão em 12 meses, o que representa 9,34% do PIB.


