A dívida bruta do setor público do Brasil chegou a R$ 10,9 trilhões em julho, o equivalente a 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central (BC). O índice representa o maior patamar de endividamento do país em relação ao PIB desde abril de 2021.
O indicador, que soma as dívidas do governo federal, dos Estados e dos municípios com bancos, pessoas físicas e outros países, apresenta trajetória ascendente desde janeiro de 2023. Ao final da gestão anterior, em dezembro de 2022, a dívida bruta correspondia a 71,7% do PIB, o que representa um avanço de 10,8 pontos porcentuais no período.
O resultado atual se aproxima do recorde histórico do país, registrado em outubro de 2020, quando a dívida atingiu 87,6% do PIB durante a pandemia de covid-19. No acumulado de 2026, até o mês de julho, o índice subiu 5,7 pontos porcentuais.
A Dívida Líquida do Setor Público não financeiro, que subtrai os créditos das obrigações financeiras, ficou em 69,1% do PIB em julho, totalizando R$ 9,16 trilhões. No mês anterior, o índice era de 68,5%, cerca de R$ 9 trilhões.
Apesar da alta do endividamento, o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 1,4 bilhão em julho. O número reverte o déficit de R$ 66,6 bilhões registrado no mesmo período de 2025. O governo federal teve superávit de R$ 11 bilhões, enquanto governos estaduais e empresas estatais registraram déficits de R$ 8,5 bilhões e R$ 1,1 bilhão, respectivamente.
No acumulado do ano até julho, o setor público brasileiro apresenta déficit de R$ 78,8 bilhões.

