O dólar fechou em alta na sexta-feira, 14 de agosto, cotado a R$ 5,2194, subindo 0,52% no dia. O principal índice da Bolsa brasileira, Ibovespa, recuou 0,13%, marcando a nona sessão consecutiva de baixa. A pressão sobre o mercado veio de incertezas econômicas e geopolíticas.
O indicador cambial acumulou alta de 1,88% na semana e 2,16% em agosto. No ano, a moeda norte-americana registra queda de 5,64%. O Ibovespa, por sua vez, acumulou queda de 3,06% na semana e 6,05% em agosto. No entanto, o índice brasileiro mantém alta de 3,79% no acumulado de 2026.
A cautela dos investidores foi reforçada pela redução de recomendação do JPMorgan para o Brasil, que passou de “compra” para “neutra”. A proximidade das eleições presidenciais também mantém o mercado atento às propostas de candidatos sobre política fiscal e monetária.
No cenário internacional, tensões no Oriente Médio continuam em observação. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, declarou que o Irã pode sofrer isolamento econômico, sinalizando intenção do governo de Donald Trump de ampliar a pressão sobre o país.
Em outra frente, o IBGE divulgou dados da Pnad Contínua Trimestral. A taxa de desocupação ficou em 5,4% no segundo trimestre, enquanto o desemprego diminuiu em treze Estados brasileiros. Nos EUA, as vendas no varejo registraram queda inesperada em julho.


