O dólar registrou alta no quarto pregão consecutivo em São Paulo nesta quinta-feira, 13. O movimento ocorreu apesar de a moeda norte-americana ter recuado em relação a outras divisas latino-americanas. Operadores apontam a redução de posições de investidores estrangeiros como fator principal.
O dólar à vista fechou a sessão em alta de 0,25%, atingindo R$ 5,1930. Este valor representa o maior fechamento desde o dia dois de julho. O índice americano avançou 2,15% na semana e 2,42% no mês, após queda de 1,79% registrada em julho.
Especialistas afirmam que os ativos brasileiros não apresentam prêmios que justifiquem o risco com a proximidade das eleições. Guilherme Casagrande, especialista em câmbio, disse que a falta de indicações de mudança na política econômica para 2027 contribui para a escalada do endividamento público.
O mercado também reagiu ao Projeto de Lei Complementar que trata de combustíveis. Analistas criticaram o PLP por incluir benefícios fiscais, como os chamados “jabutis”, que pioram o risco fiscal. Fernando Cesar, operador de câmbio, declarou que esse pacote contribui para a saída de capital estrangeiro do país.
A bolsa de valores seguiu tendência de queda, completando a oitava sessão negativa desde o início de agosto. O principal índice da B3 encerrou em baixa de 0,23%, aos 167.100,95 pontos. A retirada de recursos por investidores estrangeiros e o fim da temporada de balanços do segundo trimestre desanimam o mercado.


