O dólar acelerou a alta na tarde desta segunda-feira, 10, fechando a sessão em R$ 5,1107, um avanço de 0,53%. A valorização ocorreu devido à piora da aversão ao risco no exterior e às tensões geopolíticas relacionadas ao Estreito de Ormuz.
O movimento foi impulsionado pela escalada do petróleo, que registrou alta significativa. O contrato WTI para setembro subiu 5,05%, para US$ 82,13, e o Brent para outubro avançou 4,99%, a US$ 87,72. O real demonstrou maior sensibilidade ao ambiente político interno e às incertezas sobre a política monetária.
Economistas apontam que a volatilidade do petróleo e o receio de aperto monetário nos Estados Unidos levam investidores a buscar proteção na moeda norte-americana. O índice DXY renovou a máxima aos 99,829 pontos após a presidente do Federal Reserve de Cleveland, Beth Hammack, defender um aperto monetário imediato.
No mercado acionário, o Ibovespa caiu 0,19%, aos 172.179,93 pontos, sob a influência dos conflitos no Oriente Médio. As dúvidas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, exigida pelo Irã, mantêm os preços das commodities voláteis, o que pode impactar as expectativas de inflação.

