O ministro da Fazenda, Dario Durigan, apresentou nesta segunda-feira (31) sete prioridades para a política fiscal durante evento realizado pelo BTG Pactual, em São Paulo. Entre as metas estão a redução da taxa de juros, o cumprimento do resultado primário e a busca por um Estado mais eficiente.
Durigan afirmou que o país precisa de juros civilizados para viabilizar a entrada de capital. Segundo o ministro, o cenário atual impede a atração de investimento privado, classificando a taxa de juros como o maior desafio do governo.
A lista de prioridades inclui ainda o reforço e aprimoramento da regra fiscal, sem alterá-la, e a abertura de espaço para despesas discricionárias voltadas a investimentos. O ministro defendeu a priorização de gastos sociais, justificando que a população necessita desse suporte.
Sobre a gestão dos recursos, Durigan declarou que algumas políticas sociais podem deixar de ser consideradas obrigatórias para entrar no chamado controle de fluxo. Ele explicou que essa lógica estimula o gestor a otimizar a verba disponível, diferindo do conceito de direito adquirido duro.
A agenda do governo ocorre após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduzir a taxa Selic para 14% ao ano, no dia 5 de agosto. A medida visa equilibrar o controle da inflação e a demanda por crédito mais barato, impactando o custo de financiamentos empresariais e o consumo.
O plano fiscal do Ministério da Fazenda prevê, por fim, o avanço na agenda microeconômica para complementar as metas de resultado primário.

