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Emissões de capitais crescem em julho com destaque para fundos imobiliários

Carla Fernandes
Última atualização: 14 de agosto de 2026 12:54
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O mercado de capitais brasileiro fechou julho com R$ 67,9 bilhões em emissões, representando um aumento de quatro por cento em relação ao mesmo período do ano anterior. O perfil das operações, contudo, reflete uma aversão ao risco, com mudanças notáveis no comportamento dos investidores.

As debêntures movimentaram R$ 33,1 bilhões no mês, somando quarenta e oito vírgula oito por cento do total captado. No entanto, esse valor está quase um terço abaixo dos R$ 46,4 bilhões registrados em julho de dois mil e vinte e cinco. Fatores como recuperações extrajudiciais e judiciais de grandes empresas e os juros altos do Tesouro influenciam os papéis privados.

Fundos imobiliários (FIIs) e fundos de investimento estruturados atraíram atenção. Os FIIs alcançaram R$ 11,7 bilhões em ofertas encerradas, mais de três vezes o volume de julho de dois mil e vinte e cinco, marcando o maior volume mensal do ano. Os fundos de recebíveis, ou FIDCs, registraram R$ 6,7 bilhões, um crescimento de dezesseis vírgula sete por cento.

A renda variável voltou a apresentar força, com ofertas subsequentes totalizando R$ 9,6 bilhões em julho, comparado a apenas R$ 400 milhões no mesmo mês de dois mil e vinte e cinco. Segundo Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima, a ausência de ofertas iniciais de ações não indica falta de atividade no setor.

No acumulado de janeiro a julho, as emissões totais somaram R$ 429,8 bilhões, um aumento de oito vírgula oito por cento em relação ao período anterior. Os fundos imobiliários e os Fiagros, juntos, captaram R$ 59,7 bilhões, mais que o dobro dos R$ 25,0 bilhões registrados em dois mil e vinte e cinco.

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