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Empresários veem reciprocidade como ferramenta de negociação com EUA

Carla Fernandes
Última atualização: 19 de agosto de 2026 11:00
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

Empresários brasileiros veem o processo de reciprocidade aberto pelo governo como uma ferramenta para negociar as tarifas impostas pelos Estados Unidos. A abertura ocorreu cerca de um mês após o anúncio de tarifas adicionais de 25% em parte das exportações brasileiras.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, garantiu que, se os passos forem conduzidos com cautela, o empresariado não deve se preocupar com o momento. Os setores privados entendem que iniciar o processo não implica a adoção imediata de medidas retaliatórias.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) calcula que 47,3% da pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos está sujeita a alguma tarifa imposta pelo governo anterior. O ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, reuniu-se com representantes da Câmara Americana de Comércio para discutir o tema.

Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Associação Brasileira de Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), afirmou que a reciprocidade é parte do arcabouço legal brasileiro. Ele disse que o processo é longo e que a iniciativa faz parte do jogo, mas que a manutenção da negociação é fundamental.

José Velloso, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), também não tem preocupações com a aplicação da Lei da Reciprocidade. Ele previu que o processo levaria, no mínimo, entre 90 e 120 dias para gerar um ato concreto de retaliação, reforçando a necessidade de insistir na negociação.

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