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Esvaziamento do Departamento de Estado reforça agressividade externa dos EUA

Carla Fernandes
Última atualização: 16 de agosto de 2026 08:21
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

A política externa dos Estados Unidos demonstra maior agressividade sob a gestão de Donald Trump, marcada pelo enfraquecimento do Departamento de Estado. O presidente priorizou figuras próximas, como Steve Witkoff e Jared Kushner, em detrimento da carreira diplomática tradicional.

Trump promoveu ações de política externa que incluíram uma guerra com o Irã e autorização de operação militar contra um líder venezuelano. Autoridades brasileiras apontaram também a indicação de Daniel Perez como embaixador no Brasil, sem o aval de Brasília, como tentativa de intervenção política.

John Dinkelman, presidente da Associação Americana do Serviço Exterior, declarou que a perda de profissionais experientes diminui a capacidade do país de agir pacificamente. Um monitor da organização aponta que de cento e treze indicados pelo presidente para embaixadores, noventa e três não são funcionários ativos da carreira diplomática, representando o percentual de 82,3%.

O diplomata Rubens Barbosa, embaixador do Brasil em Washington entre mil novecentos e noventa e nove e dois mil e quatro, afirmou que há um “rebaixamento da diplomacia” durante o governo Trump. Ele citou a preferência do republicano pela dupla Witkoff-Kushner para negociações complexas, o que aumentou a influência ideológica na atividade diplomática.

Estima-se que treze mil funcionários dos serviços exteriores deixaram seus cargos, seja por demissão ou pedido de desligamento, em um processo que a Casa Branca chama de “reestruturação”. Especialistas apontam que a desconfiança do presidente em funcionários de carreira impediu a consideração do conhecimento técnico em decisões importantes.

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