Estados Unidos cancelou o visto de Andy López Beltrán, uma figura ligada ao partido MORENA, o que representa um movimento na política migratória norte-americana. A ação não implica acusação formal, mas acende debate sobre vigilância política no México.
A decisão se soma às cento e setenta e cinco anulações de documentos executadas desde o retorno do presidente dos EUA ao cargo. O ato é interpretado pela oposição como um sinal de fiscalização sobre a cúpula oficialista, inclusive sobre o filho do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador.
A esfera do MORENA acusou o governo dos EUA de interferência política. Em resposta, o partido fechou aliança em torno de seu antigo secretário de Organização, que comunicou a medida em uma carta endereçada ao presidente americano.
A ausência de manifestação oficial das autoridades norte-americanas alimenta a especulação. O contexto da anulação de entrada tem sido usado pela oposição para reforçar narrativas de corrupção contra o governo mexicano.

