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EUA notificam Brasil sobre incidente com helicóptero de Trump

Carla Fernandes
Última atualização: 28 de agosto de 2026 10:00
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

O governo dos Estados Unidos notificou o Brasil sobre a investigação de um incidente aéreo ocorrido em 4 de agosto, próximo ao aeroporto de Washington. O episódio envolveu o helicóptero Marine One, que transportava o presidente Donald Trump, e um avião comercial Embraer E-170, operado pela Envoy Air, subsidiária da American Airlines.

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB) comunicou o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira, sobre a apuração. A participação brasileira ocorre porque o avião envolvido é de fabricação da Embraer, o que torna o Brasil o “Estado de Projeto” da aeronave, conforme as normas da Convenção sobre Aviação Civil Internacional.

As aeronaves chegaram a uma distância lateral de aproximadamente 1,31 quilômetro enquanto voavam a cerca de três quilômetros ao norte do aeroporto. O sistema de prevenção de colisões do avião comercial emitiu o alerta “tráfego, tráfego”, mas a tripulação informou que não conseguiu identificar visualmente o helicóptero. Não houve feridos e ambos os voos seguiram para seus destinos.

A investigação preliminar da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) indica que o incidente foi causado por uma falha de comunicação. O protocolo exige que a equipe presidencial avise a torre de controle três minutos antes da decolagem para interromper pousos e decolagens comerciais. No dia, a torre não recebeu os avisos da Casa Branca devido a problemas na frequência de rádio de um ponto de decolagem provisório, utilizado por causa de obras no local habitual.

O episódio aconteceu em uma região onde as regras de tráfego foram endurecidas após uma colisão fatal em janeiro de 2025, que matou 67 pessoas. Na ocasião, um avião comercial e um helicóptero Black Hawk do Exército dos EUA colidiram perto do Aeroporto Nacional Ronald Reagan. A Casa Branca afirmou que Trump não esteve em perigo durante a aproximação.

Além do NTSB, participam da apuração a FAA, o Departamento de Marinha dos Estados Unidos e a Envoy Air. O NTSB ainda analisa dados de rastreamento para determinar a distância mínima exata entre as aeronaves. Procurados, Cenipa e Embraer não se manifestaram até a publicação da matéria.

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