Os Estados Unidos buscam fechar uma falha que permite a empresas chinesas acessarem chips avançados da Nvidia, essenciais para inteligência artificial, por meio de data centers no Sudeste Asiático.
O controle de exportação dos EUA se tornou ferramenta chave para Washington manter vantagem sobre a China na corrida da inteligência artificial. Contudo, mesmo com restrições aos semicondutores potentes, como os GB300, empresas chinesas teriam acessado a capacidade computacional desses chips em instalações na Tailândia.
Um funcionário da Casa Branca, Michael Kratsios, acusou a Moonshot AI de usar os chips GB300 em uma instalação tailandesa. Especialistas do setor indicam que o uso de provedores de nuvem no exterior impulsiona o avanço dos modelos chineses de IA, como os desenvolvidos pela DeepSeek e pela Alibaba.
Uma pesquisadora do Institute for AI Policy and Strategy afirmou que o regime de controle de exportações americano foca nos chips físicos, e não no acesso remoto. Grandes empresas de tecnologia chinesas, como ByteDance e Tencent, teriam acesso remoto por países como Malásia e Japão, utilizando provedores de nuvem.
Uma proposta de lei, chamada Remote Access Security Act (RASA), visa estender os controles para incluir esse acesso remoto baseado em nuvem. A medida foi aprovada na Câmara dos Representantes, mas aguarda aprovação no Senado, enfrentando possíveis resistências da indústria.


