O filho do presidente Lula, investigado em três inquéritos da Polícia Federal, não cogita retornar ao Brasil em curto prazo. O receio do investigado é a possibilidade de ser preso, o que condicionaria sua eventual apresentação à Justiça.
A defesa do homem, que alega ser vítima de perseguição, informou que a apresentação ao Supremo Tribunal Federal (STF) só ocorreria se houvesse garantia de que ele não seria detido. A investigação o apura por suspeitas graves, como tráfico de influência e corrupção.
Em reunião com o advogado, não foi o petista que levantou o escândalo do filho, mas sim o defensor. O advogado também coordena a campanha de Lula em São Paulo, e Fernando Haddad, escalado por Lula, participou do encontro no Alvorada.
Outro tema abordado envolveu um relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal. O documento aponta que a gastança da gestão Lula é o fator mais nocivo para a economia, refutando a tese de que fatores externos seriam o culpado pelo desempenho econômico do país.
O senador Carlos Viana, autor da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do investigado, alertou que investigações passadas não avançaram por haver atuação do sistema em defesa do filho do presidente. Viana propôs a CPMI para apurar, entre outros pontos, por que houve tentativa de trocar equipes que investigavam o caso no STF.


