O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), manifestaram apoio ao candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, nesta segunda-feira (31). A reação ocorre após o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), restringir a campanha do presidenciável por omissão de perfis digitais.
A decisão impede Renan de participar de debates em rádio, televisão e outros meios de comunicação. O ministro também suspendeu o acesso da chapa a recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e proibiu propagandas em endereços eletrônicos não informados à Justiça Eleitoral no prazo legal.
Flávio Bolsonaro associou a medida ao bloqueio das redes sociais do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que a censura não pode ser banalizada no Brasil. O senador disse esperar que o candidato consiga restabelecer a candidatura.
Romeu Zema classificou a decisão como “um absurdo”. Embora tenha dito discordar de Renan em diversos pontos, o candidato do Novo afirmou que medidas como a de Toffoli colocam em risco a democracia e criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), mencionando a existência de grupos “intocáveis” em Brasília.
O bloqueio ocorreu porque a campanha de Renan informou apenas dois canais no registro da candidatura, comunicando outros 16 perfis doze dias depois. Segundo Toffoli, uma dessas contas possuía 2,4 milhões de seguidores e já era usada para propaganda. O ministro considerou a omissão como um possível “indício de fraude à lei”, alegando que a falha gera vantagem indevida e dificulta a fiscalização de gastos.
Além da proibição de propagandas e debates, a decisão bloqueou R$ 3,3 milhões do fundo eleitoral disponíveis ao partido. O descumprimento das regras acarretará multa de R$ 50 mil por ato irregular. Renan Santos reagiu afirmando que a medida é “ilegal e persecutória”.

