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General Ratko Mladic morre em centro de detenção na Holanda

Carla Fernandes
Última atualização: 27 de agosto de 2026 12:45
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O general sérvio-bósnio Ratko Mladic morreu nesta quinta-feira (27), aos 84 anos, em um centro de detenção da Organização das Nações Unidas (ONU) em Haia, na Holanda. O militar, condenado por genocídio, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) antes do óbito.

Mladic foi sentenciado à prisão perpétua em 2017 pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). A condenação ocorreu por seu papel central no genocídio durante a guerra na Bósnia, ocorrida entre 1992 e 1995, período em que foi apelidado de “açogueiro da Bósnia”.

A sentença do TPI detalhou que o general comandou o cerco a Sarajevo, onde bombardeamentos e ataques com artilharia, tanques e morteiros do exército nacionalista sérvio causaram a morte de cerca de 10 mil pessoas.

Em julho de 1995, Mladic liderou a matança de mais de 8 mil muçulmanos na cidade de Srebrenica. Segundo a acusação, o objetivo era a “limpeza étnica” para expulsar bósnios muçulmanos e croatas e liberar terras para a criação de uma “Grande Sérvia”. Os corpos foram jogados em valas comuns e, posteriormente, alguns foram transferidos para áreas remotas para ocultar as evidências.

O tribunal concluiu que o general integrava uma conspiração criminosa junto ao líder político Radovan Karadzic e ao ex-presidente sérvio Slobodan Milosevic. O conflito na Bósnia envolveu três grupos étnicos e eclodiu no início da década de 1990, após o fim da União Soviética.

Durante todo o processo judicial, Ratko Mladic negou a autoria dos crimes. No momento da condenação, em 2017, o militar afirmou que as acusações eram mentiras.

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