O governador do Maranhão, Carlos Brandão, criticou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou investigações contra integrantes do Executivo estadual. Os advogados de Brandão afirmaram que Dino é “constitucionalmente incompetente” para julgar o caso, alegando que isso compromete a validade das medidas investigativas.
A defesa de Brandão também contou que a Procuradoria-Geral da República não referendou as apurações realizadas pela Polícia Federal contra o governador. Dino havia atuado no Maranhão entre dois mil e quinze e dois mil vinte e dois, período em que Brandão ocupou o cargo de vice.
A determinação de Dino, ocorrida nesta segunda-feira, dia 17, afastou Daniel Brandão da presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA). O conselheiro, sobrinho do governador, é alvo de investigação por suposto desvio de emendas parlamentares e obstrução de apuração sobre um assassinato ocorrido em 2022, no caso “Tech Office”.
O ministro alegou indícios de envolvimento de membros da cúpula do governo estadual no esquema, incluindo o ex-secretário Raimundo Cutrim. Segundo Dino, o grupo tentou comprar o silêncio de Gilbson Cutrim Junior, apontado como responsável pelo assassinato de João Bosco. A ação teria envolvido interferência do senador Weverton Rocha no julgamento no Superior Tribunal de Justiça.


