A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participaram de uma reunião no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (13). O encontro, mediado pelo ministro Luiz Fux, visa destravar um empréstimo bilionário destinado a salvar o patrimônio do Banco de Brasília (BRB).
Celina Leão cobrou o cumprimento das exigências federais, afirmando que possui uma decisão judicial e que o tema não deve ser misturado a questões como o Centro Administrativo do DF. Em resposta, Durigan declarou que a União não criou o problema, atribuindo a crise ao governo do Distrito Federal e ao BRB.
A crise do BRB decorre de operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, totalizando R$ 30 bilhões, segundo dados do próprio banco. A Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero em novembro de 2025, investigando fraudes financeiras. O banco estima que R$ 8,8 bilhões dos créditos adquiridos junto ao Master são títulos inexistentes ou de difícil recuperação.
O acordo homologado no STF permite que o governo do DF contrate empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com aval de grandes bancos. O governo distrital comprometeu-se a aplicar ajustes fiscais, mas o FGC solicitou balanços de 2025 e 2026 do BRB para analisar a operação.
O governo do DF busca o recurso, pois o BRB não divulga seus balanços periódicos há um ano e sofre multas do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários. Celina Leão declarou que o balanço não pode ser publicado antes da obtenção do empréstimo, sob risco de liquidação do banco.

