O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estima que o salário mínimo seja de R$ 1.741 em 2027, conforme o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) apresentado nesta segunda-feira (31). O montante representa um aumento de 7,4%, ou R$ 120, comparado ao valor de R$ 1.621 vigente em 2026.
A projeção, já antecipada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, pode sofrer alterações. O ajuste final depende da divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro. A lei exige que o piso tenha aumento real, calculado pela inflação de 12 meses somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores.
Para o cálculo de 2027, a estimativa utiliza o crescimento de 2,3% registrado pelo PIB em 2025. Existe, porém, um limite para o ganho real, que não pode ultrapassar 2,5% ao ano, seguindo a regra de crescimento de despesas do arcabouço fiscal. O valor proposto agora é maior que a estimativa de R$ 1.717 apresentada pelo governo em abril.
O salário mínimo é a base de referência para a remuneração de trabalhadores que recebem o piso nacional, além de benefícios assistenciais e previdenciários.
O aumento de 7,4% deve gerar um impacto de R$ 49,6 bilhões em despesas primárias adicionais para a União. O número baseia-se em simulação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, apresentado em abril, que projeta que cada R$ 1 de acréscimo no piso resulte em R$ 413,2 milhões de gastos extras. A projeção foi elaborada pelas consultorias de orçamento da Câmara e do Senado.


