O governo federal decidiu não reconduzir Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, ao conselho de administração da Terracap. A estatal, que administra o patrimônio imobiliário de Brasília, pertence ao Distrito Federal, mas a União detém participação minoritária. A exclusão se deu após o ex-chefe de gabinete deixar o cargo na administração federal.
A Secom do Palácio do Planalto informou que a alteração seguiu a praxe administrativa, pois os assentos de representação da União em conselhos públicos são destinados a servidores formalmente nomeados. O ex-chefe de gabinete ocupava a vaga no colegiado da empresa desde 2023.
A decisão ocorre enquanto a Polícia Federal investiga o ex-chefe de gabinete pelo recebimento de R$ 249 mil de uma lobista. Os agentes suspeitam que houve tráfico de influência em parceria com o filho do presidente. Aliados do ex-chefe de gabinete afirmam que os valores foram recebidos a título de empréstimo.
O cargo no conselho da Terracap gerava um salário de R$ 12,4 mil mensais, somando-se aos R$ 31,9 mil recebidos como chefe de gabinete da Presidência, totalizando R$ 44,3 mil por mês. A permanência do ex-chefe de gabinete no conselho foi mantida após pressão do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas da União.

