O governo federal confirmou nesta segunda-feira (31) a previsão de R$ 1.741 para o salário mínimo de 2027. O valor consta no projeto de lei de diretrizes orçamentárias (PLOA) divulgado pelo Ministério do Planejamento e representa um aumento nominal de 7,4% sobre o piso atual, que é de R$ 1.621.
O cálculo considera a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro de 2026, somada à variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, com ganho real limitado a 2,5%. O montante final será definido em dezembro, após a divulgação do resultado efetivo do INPC.
Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) são indexados ao salário mínimo. O reajuste serve de referência para aposentados, pensionistas, beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e contribuições de microempreendedores individuais (MEIs).
A proposta enviada ao Congresso prevê ainda um aporte de R$ 6 bilhões nos Correios para o próximo ano. A medida é parte de uma exigência vinculada a um empréstimo de R$ 12 bilhões obtido pela estatal no ano passado, em meio a uma crise financeira.
Em nota conjunta, os ministros Frederico de Siqueira Filho (Comunicações), Esther Dweck (Gestão e da Inovação em Serviços Públicos) e Bruno Moretti (Planejamento) informaram que o objetivo é dar estabilidade à empresa. Segundo o documento, o recurso deve auxiliar nas negociações com clientes e fornecedores, além de viabilizar o Plano de Reestruturação para a recuperação de resultados financeiros.

