Fernando Haddad declarou em sabatina que seu foco não é a disputa estadual, mas sim um projeto maior que visa apoiar a campanha presidencial de Lula. O ex-ministro da Fazenda afirmou que sua atuação em São Paulo serve para garantir o melhor palanque possível para o presidente em potencial no maior estado do país.
O político disse que sua motivação não se baseia em vitórias locais, mas no projeto que representa. Ele reconheceu o resultado da urna eletrônica e afirmou que continuará servindo ao país, mesmo com a rejeição de cinquenta e oito por cento do eleitorado, segundo pesquisa citada.
Apesar de ter tentado se afastar da missão imposta pela cúpula do PT e por Lula, Haddad permanece como alternativa para mobilizar parte do eleitorado paulista. Em relação às propostas locais, ele mencionou a instalação de câmeras corporais em policiais e a criação de boletins de ocorrência por mensagem de aplicativo.
Sobre saúde e educação, temas centrais para os paulistas, as propostas apresentadas foram genéricas. Haddad criticou o crescimento da fila do Sistema Único de Saúde (SUS) e defendeu a realização de concursos para professores, sem detalhar os planos.
Em questões econômicas, o candidato prometeu cobrar as empresas sobre privatizações, mas alertou que reestatizar companhias recentemente privatizadas é um processo complexo. Ele também manifestou preocupação com a figura de um político, classificando-o como um risco para o país do ponto de vista econômico e social.


