Uma harpia foi flagrada predando um macaco-guariba, também chamado de bugio, durante uma expedição de campo em área remota da Amazônia paraense. O registro ocorreu nesta quinta-feira (27) por volta das 10h, após o biólogo Will Pessoa encontrar a cena enquanto se deslocava entre pontos de pesquisa.
A equipe de campo percebeu a ave entre as árvores e constatou que a harpia havia deixado a presa no chão, mas continuava circulando pela região. Diante da possibilidade de a ave retornar para buscar o animal, os pesquisadores instalaram uma câmera trap próxima ao local.
O equipamento utiliza sensor de presença e é acionado automaticamente para gravar imagens e vídeos ao detectar qualquer movimento. A estratégia baseou-se no comportamento típico de aves de rapina, que costumam voltar para recuperar presas deixadas para trás.
Para a operação, o sensor teve a sensibilidade aumentada e o aparelho foi configurado para realizar gravações com som. O objetivo era confirmar se a harpia voltaria ao ponto exato onde o macaco-guariba estava.
O registro documenta o comportamento de predação da espécie na floresta amazônica e exemplifica a metodologia de monitoramento da fauna em ambientes de difícil acesso.


