O Ibovespa encerrou a sexta-feira (7/8) em 172.513,42 pontos, registrando queda de 1,73% e atingindo o menor nível em um mês. O principal índice da B3 foi arrastado pela baixa de mais de 2% nas ações da Petrobras e outras grandes empresas, descolando-se do movimento positivo das bolsas norte-americanas.
Apesar do lucro líquido da Petrobras ter sido duas vezes maior no segundo trimestre em comparação anual, a incerteza sobre o pagamento de dividendos extraordinários levou investidores a reduzir posições na estatal. Segundo operadores, o mercado aguarda mais, o que frustra alguns investidores no curto prazo, embora os fundamentos da empresa permaneçam estáveis, afirmou Wagner Atoguia Lima, chefe trader sênior de renda variável da Lince Investimentos.
No cenário internacional, as bolsas americanas fecharam positivas, impulsionadas pelos dados de emprego dos EUA. Contudo, os investidores estrangeiros não demonstraram disposição para aumentar a exposição no mercado brasileiro, o que reforçou a pressão vendedora. Bancos como Bradesco e Itaú registraram quedas superiores a 2% no dia.
Analistas apontam que preocupações políticas ganham força no mercado. Lucas Tambellini, chefe de renda variável da Sumauma Capital, destacou que a bolsa caiu desde o anúncio de um vice de um parlamentar, somando-se a uma temporada de resultados mais neutra no país, o que limita o ganho do índice.

