A Intel busca consolidar sua posição no mercado de tecnologia com uma estratégia focada na próxima fase da Inteligência Artificial. Segundo o executivo da companhia, a nova onda de IA, centrada na inferência e aplicação prática, será dez vezes maior que a fase inicial de treinamento de grandes modelos na nuvem.
Analistas do Goldman Sachs observaram o potencial da Intel, notando que a empresa pode se beneficiar do aumento da demanda por servidores impulsionada pela IA agêntica. Os analistas viram positivamente a possibilidade de a Intel se tornar campeã americana com seu negócio de foundry, mas mantiveram classificação neutra para a ação, citando maior visibilidade de receita em concorrentes como AMD e NVIDIA.
Para o executivo da Intel para a América Latina, a tese de recuperação da companhia reside na migração da IA para a ponta. Ele explica que, enquanto a primeira onda focou no treinamento de modelos centralizados, a nova etapa será marcada pela descentralização, permitindo que dispositivos executem funções específicas e personalizadas sem depender constantemente da nuvem.
A empresa também adota a estratégia de “co-opetição”, colaborando com parceiros como a NVIDIA, que investiu US$ 5 bilhões na Intel em setembro de 2025. No Brasil, o executivo aponta que a matriz energética renovável oferece um trunfo estratégico para que o país se torne um hub global de processamento de dados.


