Irã e Estados Unidos não avançam em negociações, mantendo um estado de indefinição que ameaça retomar conflitos. O prazo para um acordo mais amplo, que envolveria o programa nuclear iraniano e a suspensão de sanções americanas, expirou nesta semana.
Autoridades iranianas defendem que resistir à pressão econômica dos EUA e manter o controle do Estreito de Ormuz gera mais ganhos do que grandes concessões. Por outro lado, Washington aposta no sucesso de um cerco econômico mais intenso, após ataques militares não terem obtido êxito.
Em um comunicado, o presidente Donald Trump prometeu impor “enormes consequências econômicas” a nações que negociam com o Irã. Segundo Nicole Grajewski, professora assistente do Centro de Estudos Internacionais da Sciences Po, em Paris, “pouca coisa mudou nos últimos meses”, com o endurecimento da posição iraniana e tentativas americanas malsucedidas.
O Irã apresentou exigências para reabrir o Estreito de Ormuz, incluindo remoção de sanções, liberação de ativos congelados e pagamento de reparações de guerra. Um memorando de entendimento de junho, que previa condições similares, desmoronou. O diretor da Faculdade de Artes, Ciências e Educação da Universidade de Ciência e Tecnologia do Missouri, Mehrzad Boroujerdi, afirmou que Teerã busca demonstrar força após o choque inicial da guerra.
O líder supremo iraniano nomeou aliados da linha dura para posições-chave nas Forças Armadas. Especialistas apontam que o impasse se consolidará, tornando difícil encontrar uma saída que não seja vista como concessão por qualquer parte.

