O Irã executou pelo menos 511 pessoas desde o início de 2026, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (27) pela ONG Iran Human Rights (IHR). O número inclui 29 pessoas ligadas a protestos antigovernamentais ocorridos em janeiro e 13 indivíduos classificados como presos políticos.
A organização, sediada na Noruega, registrou a morte de ao menos 16 mulheres. A entidade aponta que houve intensificação das execuções nos últimos dias, incluindo duas pessoas mortas desde 19 de março por acusações relacionadas a manifestações de 2022, iniciadas após a morte de Mahsa Amini sob custódia em Teerã.
As autoridades utilizariam a pena capital como instrumento de intimidação após protestos e durante o conflito iniciado em 28 de fevereiro, com ataques de Estados Unidos e Israel. Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da IHR, afirmou que as mortes buscam dificultar novas manifestações e alertou para a possibilidade de aumento dos enforcamentos nos próximos meses.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a situação como uma grave crise humanitária e disse nesta semana que o Irã deveria interromper as execuções. Outros 30 países, entre eles França, Reino Unido e Canadá, condenaram a prática.
A Anistia Internacional informou que pelo menos 2.159 pessoas foram executadas no país em 2025. A IHR afirma que centenas de outros manifestantes seguem condenados à morte ou respondendo a processos que podem resultar na pena capital.

