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JPMorgan eleva preços-alvo de Petrobras, PRIO, Vibra e Ultrapar

Carla Fernandes
Última atualização: 31 de agosto de 2026 13:25
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

O JPMorgan elevou os preços-alvo de ações da Petrobras, PRIO, Vibra e Ultrapar nesta segunda-feira (31), mantendo a recomendação de compra para as quatro empresas. A atualização reflete os resultados do segundo trimestre de 2026 e novas premissas sobre os preços do petróleo e a resiliência do setor de refino e distribuição.

Para a Petrobras, o banco fixou os preços-alvo em R$ 62,50 para as ações PETR3 e R$ 58,50 para PETR4. A análise indica que o EBITDA do segmento de exploração e produção pode atingir US$ 50 bilhões, o que compensaria possíveis perdas com impostos sobre exportações. O banco classificou a governança da estatal como sólida, citando regras claras de preços.

A PRIO recebeu preço-alvo de R$ 70. A projeção considera a eficiência operacional da companhia e a expectativa de que a produção alcance 200 mil barris de óleo equivalente por dia até o fim de 2026, impulsionada pelo início da operação em Wahoo e a consolidação de Peregrino.

No segmento de distribuição, a Vibra teve seu preço-alvo definido em R$ 43. O JPMorgan apontou a capilaridade da empresa e a estratégia de priorizar postos de maior volume e margem como vantagens competitivas, além da forte posição de abastecimento junto à Petrobras.

A Ultrapar também recebeu recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 39. O banco citou a diversificação da holding e a expansão da Ultracargo e Hidrovias do Brasil, que aumentam a exposição da companhia ao agronegócio, além da recuperação na distribuição de combustíveis.

Sobre o mercado global, o JPMorgan projeta que o preço médio do Brent seja de US$ 85 por barril em 2026, caindo para US$ 75 em 2027. O cenário prevê maior oferta de produtores fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e demanda mais fraca, resultando em excesso de oferta.

Apesar da queda no preço do petróleo, a instituição vê margens de refino sustentadas devido ao fechamento de refinarias nos Estados Unidos e na Europa, além de estoques reduzidos e conflitos geopolíticos. Por isso, o banco prefere empresas integradas e expostas ao downstream, que engloba refino e comercialização.

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