A Justiça do Pará prorrogou por mais trinta dias a prisão temporária de um advogado, suspeito de matar a companheira em Santarém. O magistrado atendeu pedido da Polícia Civil e cobrou laudos periciais para avançar na investigação de feminicídio.
A decisão foi proferida pelo juiz Sidney Pomar Falcão, da Vara de Violência Doméstica e Familiar de Santarém. O profissional, que está detido em Belém desde o dia 24 de julho, foi preso em flagrante na noite de dezenove de julho, no apartamento onde morava com a companheira. A vítima foi encontrada morta com um golpe de faca no peito.
Inicialmente, o advogado alegou à polícia que a morte teria sido um suicídio após uma discussão do casal. Contudo, a equipe da Polícia Civil encontrou indícios no local que desmentiram essa versão. A perícia apontou contradições, como um intervalo longo entre a morte e o acionamento do socorro e o estado de secagem do sangue.
Diante das evidências físicas e das contradições, o flagrante foi convertido em prisão temporária por feminicídio. A Ordem dos Advogados do Brasil suspendeu temporariamente o direito de exercer a profissão do suspeito logo após o crime. A defesa do advogado informou que se manifestará após a conclusão das investigações.

