A Natura registrou lucro líquido de R$ 35 milhões no segundo trimestre de 2026, marcando uma queda de 92,1% em relação aos R$ 446 milhões obtidos no mesmo período de 2025. A receita líquida totalizou R$ 5,17 bilhões, retraindo 9,1% anualmente. O resultado foi pressionado por dificuldades operacionais no Brasil e pelo desempenho financeiro.
O desempenho no Brasil foi o principal fator de pressão. A receita líquida nacional caiu 14,8%, atingindo R$ 3,07 bilhões. A companhia atribuiu a retração a problemas de disponibilidade de produtos, ligados à estabilização de um novo sistema de planejamento, e a um efeito tributário temporário no estado de São Paulo. A empresa prevê normalização gradual do abastecimento no segundo semestre.
Fora do Brasil, os países hispânicos da América Latina compensaram parcialmente a queda, com receita líquida estável em reais e crescimento de 7,2% em moeda constante. O Ebitda das operações brasileiras ficou em R$ 504 milhões, queda de 23,8% em relação ao mesmo trimestre de 2025.
A forte redução do lucro foi explicada também pela linha financeira, que ficou negativa em R$ 297 milhões, contra um resultado positivo de R$ 23 milhões no ano anterior. O CEO da companhia, João Paulo Ferreira, afirmou que, apesar do desvio temporário, a tese fundamental do negócio permanece inalterada.


