As principais empresas de petróleo do mundo registraram alta de 160% nos lucros no segundo trimestre. O aumento se deve ao patamar recorde do ‘crack spread’, margem de lucro das refinarias. Essa disparada ocorre enquanto os preços de gasolina e diesel sobem muito acima do petróleo bruto, impulsionados por conflitos no Oriente Médio e Leste Europeu.
O aumento nos lucros das companhias de refino se deve ao ‘crack spread’ em patamares recordes. No mercado internacional, a gasolina e o diesel tiveram alta superior a 100% em relação a janeiro de 2026, enquanto o barril do Brent subiu cerca de 44% no início de agosto. Essa discrepância é alimentada por dificuldades de produção no Golfo Pérsico e na Rússia, decorrentes das guerras no Oriente Médio e Leste Europeu.
Enquanto empresas como Exxon Mobil e Chevron sobem mais de 35% na bolsa, a Saudi Aramco, com maior exposição aos conflitos, valoriza perto de 10%. O ex-presidente Donald Trump criticou o lucro das empresas americanas, mas apontou que seu próprio posicionamento contribuiu para o ambiente de pressão sobre os preços dos derivados.
No Brasil, a política de preços evitou disparadas bruscas, mas a Petrobras busca maior controle. A estatal anunciou investimento em refino para alcançar a autossuficiência em diesel até 2030, visando conter a disparada estrutural dos preços e garantir estabilidade ao país.

