O plano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva alterou a perspectiva sobre o agronegócio. Diferente da disputa de 2022, que ligava o setor à reforma agrária, a nova versão enfatiza seu papel na economia nacional e nas exportações.
A mudança ocorre após o Brasil enfrentar tarifas dos Estados Unidos, que chegaram a 50% no ano anterior e hoje partem de 25%. Após articulação do governo com apoio do setor, foram abertas exceções para carne, café e suco de laranja. O texto atual afirma que o agronegócio é essencial para a balança comercial e o PIB.
Na versão anterior, a proposta dava maior ênfase ao aspecto social do setor, visando o fortalecimento da agricultura familiar e a segurança alimentar. O plano de 2022 previa retirar o Brasil do Mapa da Fome, meta atingida em julho de dois mil e vinte e cinco.
O documento mais recente também promete suporte financeiro adicional ao setor, algo não presente na campanha de 2022. O texto prevê diversificar fontes de financiamento e simplificar o acesso ao crédito, além de incluir o agronegócio nas prioridades de ciência e tecnologia.
O vice-presidente Geraldo Alckmin tem representado o governo em ações voltadas ao agro. Lula, por sua vez, esteve ausente do lançamento do Plano Safra voltado à agricultura empresarial, mas participou da cerimônia para pequenos produtores rurais.

