O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, dia 14, que concederá o agrément ao indicado dos Estados Unidos para a embaixada em Brasília somente após as eleições. O líder do PT sugeriu que aceitar a permissão antes do pleito poderia gerar interferência norte-americana no processo eleitoral.
Lula declarou em entrevista a podcasts que o envio do embaixador americano, faltando quarenta e cinco dias para o pleito, levantava questionamentos. Ele apontou que os Estados Unidos demoraram um ano e seis meses para nomear um representante no país.
O presidente também disse estar tentando manter contato com Donald Trump. Lula informou que deseja uma relação de seriedade com o ex-presidente dos Estados Unidos. Ele comunicará a Trump que Washington não deve interferir na economia ou nas eleições brasileiras, alertando que, se o fizer, perderá.
Sobre as tarifas impostas, Lula questionou os motivos do taxamento feito pelos EUA. Ele contestou a sobretaxa de 12,5%, aplicada a dezenas de nações por suposta compra de produtos de trabalho escravo. Segundo o presidente, a medida seria um ataque à China, baseada em falsidades.
O líder brasileiro ressaltou que as sanções contra o Brasil não são feitas diretamente por Trump, mas sim por grupos considerados “anti-latinoamericanos”. A campanha do presidente, por sua vez, tem priorizado interações em canais digitais em vez de debates com a mídia tradicional.


